
ESCOLHAS
Neste pouco tempo de blog, duas coisas se tornaram rotineiras: Os comentários ofensivos, levianos e sem criatividade de um anônimo que se diz da turma do “bem”, e a defesa intermitente e generosa da blogueira intitulada Gabi.
Talvez Gabi, a quem creio não conhecer pessoalmente, deve estranhar a minha passividade e a publicação sem censura dos comentários insossos e perjuriosos do anônimo.
Então dedico a ela esta reflexão:
A vida, nunca nos ensina absolutamente nada.
Somos nós que decidirmos se aprendemos ou não, uma lição em cada alegria, em cada tristeza, e em todas as emoções que invariavelmente nos ocorrem em cada dia de nossas vidas, ou se preferimos desperdiçar inutilmente os momentos de prazer e dor.
Não são os fatos que acontecem nem os comentários que nos dirigem que fazem com que aprendamos algo, mas somente as nossas reações a essas coisas que interagem conosco.
Também não são as experiências que passamos na vida, desde a nossa tenra infância, que nos transformam nas pessoas que somos hoje, somente a maneira com que reagimos ou respondemos a aquilo que nós vivenciamos.
São coisas extremamente diferentes. Tudo que nós somos, tudo o que nós fizemos e tudo que seremos doravante, tem relação direta com a maneira com que agimos quando uma coisa boa ou má acontece na nossa estrada de vida.
Exatamente por isso, uma mesma situação pode tornar uma pessoa a tornar-se mais ácida, deprimida, cínica e isolada (Sabe de quem estou falando, né, Gabi?), enquanto outra na mesma situação aproveita para se tornar alguém melhor, com mais coragem, resistência e confiança no espírito humano ou no seu próprio imenso e inesgotável potencial de ser feliz, que creio que seja o seu caso.
Coisas boas e ruins acontecem a todos os seres vivos, coerentes com as leis universais e imutáveis de Deus.
Por isso, não é possível vivermos eternamente num paraíso, mas podemos ser um oásis de paz no meio das intempéries que muitas pessoas vivem, se nos lembrarmos de que não podemos escolher tudo o que vai nos acontecer, mas quase sempre, podemos escolher a nossa maneira de reagir àquilo que nos acontece.
Podemos fugir das tristezas e das amarguras? Não.
Podemos impedir todas as perdas e fracassos? Também não.
Podemos prender a todos que desejamos e amamos? Absolutamente não.
Mas podemos usar todos os momentos de infortúnio para tornar ainda mais importantes os momentos nos quais estamos ao lado daqueles que nós queremos bem.
Podemos tornar nosso trabalho mais produtivo, criativo e interessante. Podemos nos tornar pessoas diferentes e melhores daquilo que já fomos. Podemos sempre, escolher nossas reações. Podemos, enfim, e devemos, de quisermos, ser pessoas hoje melhores do que ontem. Só cabe a gente mesmo decidir se é isto que a gente quer.
Mesmo quando a realidade é dura, a nossa reação, a nossa maneira de responder a ela, podem nos levar para a frente e traçar novos horizontes de uma vida mais abundante, ou derrubar-nos.
Mas se isto acontecer, e a gente cair no chão, temos que fazer esta queda ser temporária e mais breve possível, pois o verdadeiro fracasso só existe se a gente não se levantar após uma queda.
Cabe a nós mesmos, e a mais ninguém, optar se os acontecimentos de ontem, de hoje e de amanhã, serão usados para o nosso aperfeiçoamento e engrandecimento como pessoa.
Eu tive problemas quase insolúveis em minha vida. Conheci fome, humilhação e desgraça. Muitos optariam pelo reconhecimento da derrota. Eu não. Eu e minha família, escolhemos que não.
É tão somente uma escolha.A nossa independente e soberana escolha.
Qual será, amigos do blog, a nossa escolha hoje?
Quanto a você Gabi, aposto que é a de crescer na sua generosidade, caridade e alegria de viver.
Quanto aos amargurados e covardes, infelizmente constato que a escolha deles não está sendo das melhores ultimamente, mas creia, do fundo do meu sentimento, que torço para que isto seja passageiro.
Levanta-te e anda, caro anônimo..