
SE QUEREM AVERDADE, ASSIM SEJA.
Não sou perfeito. Não pretendo ser. Não sou candidato a santo. Não pretendo ser. Não sou prefeito. Não pretendo ser. Não sou hipócrita. Não pretendo ser. Não sou injusto. Não pretendo ser. Não sou melhor do que ninguém, mas isso eu pretendo ser. Pretendo ser diferente e não ficar tolhido em minhas palavras e minha sinceridade. Se acho que algum aliado ou amigo meu cometeu erro, aponto. Não rotulo as pessoas como do bem ou do mal nem as julgo antecipadamente de acordo com o lado em que elas estão. Não sou de tribo nem tenho cacique. Posso ser de grupo e ter líderes, mas isso jamais vai fazer com que eu creia que nossos líderes não erram nem sejam perfeitos.
Falo isso como prenúncio de uma história que enfim vai ter que ser revelada.
Falo isso porque fui obrigado a recusar quatro comentários efetuados por gente do “bem” e explico os motivos.
O primeiro foi efetuado pelo RRC, que insinuou que eu tinha confessado que minhas desavenças com Roosevelt eram por questões unicamente financeiras. Éticamente omiti a verdadeira versão durante cinco anos e no transcorrer dessa postagem vocês vão entender porque.
O segundo falava que eu e Ricardo partimos para uma guerra pessoal e estaríamos sem bandeira e por não termos com quem brigar, estávamos brigando entre si. Repito que não é por comungar da linha política de alguém que eu fique impedido de ver seus erros e efetuar críticas. A credibilidade do nosso blog está justamente por aí. As pessoas podem até não concordar com nosso raciocínio, mas reconhecem a nossa ousadia de buscar a verdade doa a quem doer. E repito, não permitirei que meu amigo Ricardo Maciel transforme meu blog num palanque de oposição gratuita à Inês Pandeló, nem num palanque de enaltecimento gratuito ao meu amigo Luiz Amaral. Na qualidade de políticos, aqui no blog, não existem amigos ou inimigos. Temos coragem e decência de aplaudirmos atos consistentes de adversários e de condenarmos erros de nossos aliados.
O terceiro comentário, efetuado pelo insosso e infeliz AB, contemplava uma discussão acalorada que tive ontem no Fronteiras com o Paulo Gil, que vem a ser primo do Ademir. Nossa discussão teve motivação futebolística e nenhuma conotação política, mesmo porque Paulo Gil não faz parte da seara política e o fato de ser primo de Ademir, para mim não o transforma nem em melhor ou pior. Minhas discussões pessoais não interessam a ninguém no blog e muito menos tenho que dar satisfação da minha vida para uma pessoa tão mesquinha, fracassada, omissa, incompetente e espúria como irmão do pachá de Apiacá, que tem como profissão viver na aba e na sombra do irmão. Tenho pena de gente tão sem personalidade, sem vida própria, sem objetivos nem projetos pessoais e por isso não postei.
O quarto que acabei de ler, é da Cida Coxão, auto-intitulada Jéssica do bem, que com os mesmos erros de português e devaneios psicológicos, diz que esse final de semana foi péssimo para mim, pelas razões expostas acima e por ter tido um carro arrombado na garagem da Camara de Barra Mansa e ainda ter brochado e detonado o Ricardo Maciel, etc... Informo que o Mondeo arrombado na CMBM, e que já gerou registro policial, não é mais meu é do Sr. Elmo Vilhena, que nunca brochei e o dia que isso acontecer vou sem dúvida apelar para pílulas, e que o que de ruim aconteceu nesse final de semana é que minha esposa, nos afazeres domésticos, teve duas pequenas fraturas no dedão do pé e encontra-se engessada, mas nada que impeça a gente estar sexta-feira no Celebrare no Porão, mas evidentemente nesse final de semana ela não pode me acompanhar e por isso fiquei na terrinha, que graças a incompetência e má vontade da PMBM, não oferece opções de lazer, e atende pelo nome de Barra Mansa
Mas Senhor Rogério Rocha Costa, acho que seu líder Roosevelt Brasil lhe condenaria por ficar coçando a minha língua e o resultado disso vai ser a história real e com testemunhas e provas que passaremos a contar para explicar de onde se originou meu último motivo de nojo perante o senhor Roosevelt Brasil.
Era final de 2003. Haviam apenas três candidatos a sucessão de Roosevelt Brasil. Ele próprio, Inês Pandeló e Guto Nader. O Governador Garotinho havia ventilado a realização de importantes obras para o desenvolvimento de nossa cidade, mas mesmo assim, Roosevelt encontrava-se em último lugar nas pesquisas eleitorais. A sua administração passava pelo maior nível de desgaste nos seus oito anos de governo. A administração dele não era uma maravilha, mas naquele momento se vislumbrava ares de equilíbrio, seriedade e uma certa transparência. Os adversários Inês Pandeló e Guto Nader, não me inspiravam muito entusiasmo. Inês pelo fato de ter feito uma administração desastrosa, mais pela incompetencia do secretariado do que pela sua própria vontade, mas é inegável que seu governo foi uma sucessão inesgotável de erros. Quanto ao Guto, pessoa que sempre mantive um relacionamento cordial, não via grandes perspectivas eleitorais visto que já era inegável o desgaste que seu sobrenome desfrutava na sociedade barramansense no tocante a política. Se esse rótulo é justo ou não, não me cabe avaliar, mas que há uma enorme rejeição, isso é notório até os dias de hoje. Portanto, eu, na qualidade de eleitor, estava inclinado a votar no Roosevelt Brasil, mesmo sem grande entusiasmo. Ademir Melo era presidente da Câmara, e demonstrava apoio ao Governo Roosevelt e via numa aliança com Roosevelt a possibilidade de apagar alguns rótulos políticos que herdara e traçar planos políticos em comunhão com o pachá. Ademir inocentemente entregou toda a sua estrutura de mão beijada para o Roosevelt. Porém Roosevelt sabia que isso não bastaria para reelegê-lo. Precisava além de conquistar Ademir, seduzir seus seguidores e parceiros para que na formação de um blocão, reverter seus índices de desaprovação e passar ao eleitorado a receita da continuidade administrativa.
Pensando assim, foi realizada na sede do Fundamp, uma reunião com as seguintes pessoas, todas convidadas pelo Ademir Melo:
Luis Antônio Cardoso (hoje vereador, mas que na época era o diretor executivo do Fundamp, depois de tempo a frente da secretaria de Agricultura, cargo que foi nomeado por sugestão de seu ex-companheiro Ademir Melo), o falecido Lucio Teixeira (secretário de governo e presidente do PMDB naquele instante, mas é necessário falar que antes disso Lúcio era um mero assessor legislativo do prefeito na Camara Municipal e por força de Ademir foi conduzido para um cargo de maior envergadura no Governo), o Vereador Luis de Barros, EU, o Luciano Pançardes (representando o grupo a Voz da Cidade, que fazia oposição ao Governo), Hilton Alexandre (Peninha), representando a Rádio do Comércio, que se mantinha neutra em relação ao governo, mas reclamava da falta de verbas públicas para seu veículo. (Seu irmão, Sebastião Alves, que por força da justiça conseguiu um horário independente na Rádio de 6 às 8 da manhã, sentava o pau no Governo, mas ressalte-se que os dois irmãos até hoje não mantém laços de amizade nem convivência), Dr. Sérgio Gomes (que depois dessas reuniões passou a ser secretário municipal de saúde), Ricardo Maciel, e salvo engano, mais ninguém.
O tópico da reunião era ver o que Roosevelt poderia fazer por cada um para ganhar o apoio.
Luciano falou que queria mais parceria com o Governo (verbas para o jornal), na mesma linha falou Peninha (apoio = verbas), Sérgio ganhou a secretaria. Ricardo ganhou um cargo na Secretaria de Saúde, Lula ganhou algumas obras há muito reivindicadas e por aí foi.
Foi levantado que a oposição (Sebastião Alves e alguns articulistas) precisava de um contraponto. Alguém que fizesse no rádio e no jornal uma análise benevolente para com o governo. E aí que meu nome entrou na roda. Roosevelt, perguntou o que eu poderia fazer a respeito. Eu respondi que meu voto e de minha família já seriam por eliminação dele, mas caso quisesse o meu trabalho como articulista ou radialista, isso deveria ser feito mediante uma remuneração, pois quem trabalha de graça é relógio. Falei que não queria valores extraordinários, mas pelo menos algo que compensasse o meu dispêndio e o tempo a ser utilizado na empreitada.
Depois de algumas reuniões pessoais minhas diretamente com o Roosevelt, ficou acertado que eu faria uma coluna no jornal “A Voz da Cidade”, a ser veiculada todas terças, quintas e sábados e que faria um programa diário ao vivo na Rádio do Comércio, de 11 ao meio-dia de segunda à sexta-feira. A Coluna se entitularia como "Gente que Vale, do Conde dy Trybhall" e o programa chamaria-se “Na tribo do Conde”, tudo em referência ao meu pseudônimo jornalístico “Conde dy trybhall”.
A coluna, assim como o programa, foi um estrondoso sucesso. O pai do Peninha, Sr. Ildeu, em apenas algumas semanas de exibição, considerava-me um fenômeno radiofônico jamais visto em sua rádio. O horário era ingrato, mas através do sorteio de prêmios (que eu bancava do próprio bolso, com alguma ou outra exceção efetuada por entrevistados convidados), receitas, mensagens de auto-ajuda, análises político-sociais e entrevistas político-eleitorais, conseguíamos ser uma referencia para quem ouve Rádio AM neste horário: Donas de casa, aposentados, desempregados, empregadas domésticas e estudantes. Vez por outra Roosevelt visitava o programa, assim como seus secretários e familiares. A coisa corria muito bem e como eu tinha o cadastro dos participantes dos nossos sorteios em pesquisas realizadas pela minha secretária vimos que de março à setembro a aceitação do Roosevelt entre nossos ouvintes passou de 24 para 92%. Tal programa e coluna me renderam ações judiciais, mas felizmente saí vitorioso em todas. Recebi ameaças e toda a sorte de desafios, mas destemidamente continuei com o projeto até o final. Sei que tive uma importante participação na vitória de Roosevelt e não me importa quem achar o contrário. Minha consciência e os dados que dispunha me deram toda a certeza de meu êxito no projeto. Do programa, saiu o CD “Mensagens do Conde” que modestamente e sem apoio financeiro de ninguém e gravado em apenas um dia de estúdio, até hoje é um prazer para quem o ouve. No programa, fizemos inúmeros admiradores, que através de nossas palavras de conforto e otimismo, em alguns casos, mudaram o próprio rumo de suas vidas. Foi desgastante, foi sacrificante, mas era compensador.
O leitor há de me perguntar: E a história do seu pagamento, como era efetuado?
Isso é que omiti por anos, mas o senhor Rogério me força a esclarecer.
Rogério diz que Roosevelt efetuou os pagamentos por ser seguidor da lei e por aí afora. Mas não é bem assim.
Da verba que o jornal “A Voz da Cidade” e a “Rádio do Comércio” recebiam, a partir de março, quando estreou o programa, adicionava-se R$1.500,00 em cada, totalizando R$3.000,00, que eram repassados para mim. Eu já ganhava um bom salário na Câmara Municipal e este valor completava minha receita, e boa parte dele era investido em prêmios que eu distribuía entre nossos ouvintes.
Foi assim durante todo o ano, de março à dezembro de 2004. Quem quiser conferir nos balancetes da Prefeitura, fique à vontade.
É necessário esclarecer que mediadores do Guto me ofereceram a quantia de R$10.000,00 mensais para realizar a mesma empreitada, mas por coerência, declinei.
Depois da acachapante vitória do Roosevelt, que conseguiu quase 60 mil votos, comecei a desenhar a mesma receita para a eleição de Ademir Melo para a Alerj, e era o que todos nós esperávamos que Roosevelt apoiasse, em gratidão política a aquele que foi o grande articulador da sua vitória. Vale registrar que nessa eleição Ademir conseguiu quase 4.200 votos para vereador, tendo sido o recordista proporcional de votos em todas as Câmaras Municipais do país, em cidades com mais de 110 mil habitantes e que também é até hoje, através da estupenda votação, o recordista de votos para a Câmara Municipal de Barra Mansa.
Mas a mente deturpada de Roosevelt e sua ganância pelo poder foram alimentadas pela votação obtida. Os 60 mil votos lhe deram a impressão de que era um líder político inatingível e que não precisava mais de ninguém e começou a traçar novas estratégias. Logo após o resultado de sua eleição, começaram a ventilar comentários de que ele lançaria sua esposa ao cargo pretendido pelo Ademir, e seu sócio para Deputado federal.
Eu, que já conhecia Roosevelt desde os tempos de faculdade, não me surpreendi tanto. Ademir relutou em acreditar mas chegou a um ponto onde isso não poderia ser mais escondido.
Roosevelt me conhecia, e sabia que por lealdade, independente do dinheiro que fosse, eu não compactuaria com tal descalabro e traição.
Por isso, Roosevelt friamente me convocou ao seu gabinete e falou que a partir de 2005, não haveria mais espaço para mim no programa de Rádio.
Aceitei com resignação, mas com o coração triste.
Nunca cuspi no prato que comi, e por ter apoiado Roosevelt e pedido votos aos nossos ouvintes e leitores, passei os quatro anos do seu Governo quietos. Eticamente reconhecia que eu tinha participado de uma operação irregular e seria hipócrita de minha parte, já que meus préstimos não interessavam amais ao mandatário, jogar a história na rua.
Paguei como qualquer cidadão barramansense, o preço de tê-lo como governante e seu segundo mandato foi marcado por mais traições, mais jogadas irregulares, gastos exorbitantes com imprensa, factóides, impostos, taxas, multas, desmandos, mentiras, calúnias, destruição covarde de imagem de adversários, e por aí afora.
Hoje, estou a vontade para poder falar isso. Não queria, mas o senhor Rogério Rocha Costa me forçou a fazê-lo.
Repito: Não sou perfeito, nem pretendo ser.
Peço perdão por ter participado dessa campanha, mas no meu blog, estou colocando até em risco para redimir-me perante a sociedade barramansense e colocar a verdade a frente de tudo.
Por conhecer os meandros do “modus operandi” Roosevelt é que entendi como ninguém a lavagem de dinheiro PMBM X FEBAM X CLUBE DO RECANTO E BARRA MANSA F.C., e portanto me coloco a disposição do Ministério Público, da Receita Federal e da Justiça, para quaisquer esclarecimentos que por ventura fizerem-se necessários.