
MICO CULTURAL.
Ontem, no site do Diário do Vale, estava contida a notícia de que representantes da secretaria de estado de cultura promoveriam um encontro com gestores públicos, produtores e agentes culturais de Barra Mansa. Segundo a matéria tal reunião se daria hoje, de 10 às 17 horas, no Palácio Barão de Guapy, antiga sede da Câmara Municipal de Barra Mansa, visando a aprovação do plano estadual de cultura.
Apesar de não ter sido convidado, e creio por que, como o Palácio Barão de Guapy é em frente ao meu gabinte, posso afiançar que são exatamente catorze horas e que até o presente momento, o Palácio Barão de Guapy encontra-se fechado e supostamente não há ninguém no seu interior.
Quando se fala em Cultura em Barra Mansa, há muitos anos a coisa funciona dessa forma, ou seja, não é séria. Não há planejamento cultural na cidade, a não ser a repressão aos bares que ousam oferecer música ao vivo, valorizando os abnegados e sofridos artistas regionais. Não há metodologia, não há carinho, não há respeito a juventude, não há nada. Existe apenas um investimento louvável na orquestra sinfônica de Barra Mansa, que funciona graças a compra de centenas de instrumentos a preços discutíves e a contratação de músicos de fora, mas mesmo assim, é louivável, pelo denodo de alguns maestros e virtuosos. Só que é muito pouco, ou melhor, nada.
Fazer eventos esporádicos, no Parque da Torturas, ao lado do cemitério, sem planejamento, sem consulta técnica e sem profissionaolismo, alugando, na base da propina, barracas para comerciantes de fora, também não é incremento cultural.
A propósito, uso este post, para esclarecer uma dúvida que certamente muitos barramansense devem ter.
O Palácio Barão de Guapy, centro nervoso da nossa história municipal, e palco de centenas de acontecimentos que se perpetuaram na vida da cidade, É DE ÚNICA E ABSOLUTA RESPONSABILIDADE DA PREFEITURA MUNICIPAL DE BARRA MANSA, e nós da Câmara Municipal, nada podemos fazer nada para mante-lo.
Por isso o estado de abandono. Por isso a vergonha e a repulsa que sentimos quando vemos suas janelas penduradas e sem manutenção, sua pintura desgastada, e até árvore nascendo no teto de histórico prédio.
É esse o tratamento que a administração muniicpal dá ao prédio, que foi berço de momentos inesquecíveis no nosso acervo.
Fizeram questão absoluta de antecipar a entrega das chaves, para largar o prédio num abandono clamororo que revolta a todos os cidadãos que amam a preservação de nosso passado.
Esse é o retrato da cultura em nossa cidade: A B A N D O N O.



























