QUAL O PESO ELEITORAL DO FUNCIONALISMO PÚBLICO?Muitos companheiros funcionários públicos de Barra Mansa, alguns deles totalmente engajados em uma candidatura que a princípio parecia auspiciosa, mas depara-se com problemas técnicos, questionam nosso suposto apoio ao Dr. Paulo Cosenza e tentam rechaçar qualquer raciocínio que não remeta a eleição de Jonas Marins.
Mais uma vez, incansante e cansativa, repito que dentro os nomes de pré-candidatos apresentados no momento, em igualdade de condições, realmente daria meu voto para o Paulo, mas ele mesmo sabe que isso só acontecerá caso ele convença o eleitorado e a sociedade de sua real densidade eleitoral e viabilidade de vitória, caso contrário, meu humilde voto será dedicado a aquele que convencer o povo de Barra Mansa de que é o melhor caminho para a mudança adminsitrativa que a cidade tanto almeja e precisa. E temos outros bons nomes para fazê-lo caso ele não se suceda bem nessa empreitada. O resto é dorzinha de cotovelo mal resolvida.
Não tenho culpa se meu amigo Jonas foi infeliz em anunciar uma aliança com o PT, mal estigmatizado nas bases de Jonas, ou com Rutinha, má avaliada dentro do magistério pelo fraco desempenho da irmã à frente da secretaria de Educação. Aliás, além de não ter culpa, avisei a ele próprio do risco e está dando no que vemos.
Mas o objetivo desta postagem não é ficar retundante nesse assunto, mas sim questionar o peso eleitoral do funcionalismo público em Barra Mansa.
Em um comentário, um funcionário público afirmou que Paulo não tem chances porque o funcionalismo público não votaria nele em hipótese alguma. Há controvérsias quanto a isso, pois vários já simpatizaram com a idéia, mas também não é o nosso foco no momento. Queremos apenas avaliar qual o real peso dos nossos colegas funcionários públicos no pleito.
Ora, ora, ora, se após doze anos sem aumento, sendo tratados sem o menor respeito ou condições dignas de trabalho, nossos valorosos companheiros não se rebelam e se omitem, que força teriam no pleito?
Qual foi a eleição de Barra Mansa que o funcionalismo decidiu? Nenhuma. Nem para vereador percebemos êxito. Relembramos o caso "Pitombeira", vereador que após 23 anos de mandato parlamentar abraçou a causa do funcionalismo público, e o que recebeu pela primeira vez na vida? Uma flagorosa derrota, precedida de outras consecutivas, que hoje o levaram a morar taciturno no interior do Ceará. Qual foi o vereador eleito pelo funcionalismo? Zé Abel? Claro que não. Zé é líder "inconteste" na Região Leste e se dependesse do funcionalismo, morreria na míngua. Ademir Melo? Também não. Embora na sua primeira eleição para a CMBM ele tenha conquistado uma boa soma de votos no SAAE, se não fossem seus redutos, também não lograria êxito. Me lembro de um presidente do sindicato funcional que lançou-se a vereador, o Campanelli. Teve apenas 12 votos.
Então vamos inverter o foco das perguntas? O funcionalismo já derrubou algum político? Também não. Apesar de Inês ter forte resistência no segmento, ela se elege com tranquilidade para a ALERJ, e só não consegue reassumir o executivo muito mais graças ao aumento de IPTU implantado na sua gestão, modelado por um secretário de fazenda de fora, recomendado pelo Zé Dirceu, que carregava no currículo o cargo ex-secretário de fazenda da Angela Guadagnin em São José dos Campos (Aquela da dancinha no Congresso, em êxtase por ajudar a livrar a cara de mais um mensaleiro na CPI). Não precisa dizer mais nada, né? Não foram as demissões na FEBAM nem os cortes promovidos por Inês nas vantagens funcionais que a tiraram do páreo na corrida pelo executivo, mas uma política fiscal inócua, onde só se ganhou o desgaste político não revertido em rendas, pois a carga contribuitiva do cidadão barramansense não suportou a demanda tarifária e os cofres permaneceram combalidos.
Fato é que o funcionário público não é um bom cabo eleitoral.
Fato é que os funcionários públicos, via de regra, não conseguem promover uma união em torno da coletividade, e na reta final do pleito, se dividem almejando interesses pessoais que podem ser sonhados ou pleiteados com a vitória desse ou daquele candidato.
Fato é que o funcionário público não é bem visto na comunidade onde reside, pois nas costas deles, pelos vizinhos e conviventes comuns, são considerados "marajás" ou pouco trabalhadores, pois a natureza humana faculta o sentimento de inveja e depreciação das conquistas alheias.
Tenho dentro do funcionalismo, boa parte de nossos leitores deste Blog e vários deles são considerados como grande amigos por este blogueiro, mas não sou demagogo, hipócrita, ou candidato à nada para não reconhecer que a mobilização do funcionalismo na sociedade política é praticamente nula. Repito: Meus companheiros sequer conseguem se mobilizar para defender os seus próprios interesses, como defenderão o de terceiros? Professores que aceitam trabalhar em condições sub-humanas sendo alvos de chacotas e desrespeitos contumazes, não tem força para eleger ou derrubar ninguém na seara política.
E tal fenômeno não acontece somente em Barra Mansa. Na própria cidade vizinha, a próspera Volta Redonda, o prefeito Neto, mesmo realizando a promessa eleitoral de oferecer o piso mínimo de R$1.000,00 mensais, ainda desfruta de grandes índices de rejeição dentro do funcionaismo, que é muito mais numeroso que em Barra Mansa, mas mesmo assim, vence todas as eleições que disputa com ampla folga de vantagem.
Infelizmente, caros amigos funcionários públicos, vou escrever o que falei para uma filha minha há dias atrás: Se a gente não se amar, em quem poderemos inspirar amor? Se a gente não se valorizar, como podemos requerer respeito dos outros?
Creio que muitos companheiros ficarão magoados comigo pelas palavras escritas neste texto, mas também creio que o verdadeiro amigo é aquele que nos fala a verdade e não somente o que pretendemos ouvir.