O FIM DO QUE NÃO COMEÇOU. UMA MARCA DE BARRA MANSA.
Quando a imprensa regional fez um estardalhaço para a ida do "não sei o que" Jackson Emerick para o PSDB, vários leitores do Blog me cobraram opinião à respeito. Não dei nenhuma importância ao fato pois não vejo, até o momento, pelo histórico eleitoral e político do cidadão em questão, nenhum motivo para alarde. Não sei o que tal fato mudaria a história do Brasil ou as condições do tempo em Tegucigalpa.
Jackson, pelo que consta, é funcionário assalariado do deputado Edson Albertassi, que apesar do grande prestígio na assembléia e no governo do estado, está muito longe de definir os rumos da política de Barra Mansa. O nobre deputado, até então, tem concentrado seus esforços na cidade apenas para tentar conseguir verbas para o seu sistema de comunicação e manter a fidelidade de seu rebanho religioso que coincide com seu rebanho político, nada mais, e mesmo assim, ele, somente ele, detém tal aparato, não transferindo-o para nenhum de seus subordinados.
As suposições foram as mais absurdas, indo da possível ocupação da presidência do partido por ele, até uma própria candidatura a prefeito pela legenda ou uma coligação com o Zé Renato com o PSDB indcando-o para vice. Quem conhece o mínimo do dia-a-dia da política municipal sabe que todas estas alternativas eram totalmente espatafúrdias. Porém, parece que somente o próprio Jackson acreditava ou plantava a possibilidade delas transformarem-se numa utópica realidade.
Pois bem, depois de tanto alvoroço, a realidade volta a rotina e Jackson, depois de várias juras de amor e afinidade ideológica com o PSDB, voltou com o rabinho entre as pernas para o seu partido, o glorioso PRTB.
Mas antes de encerrar o assunto, que não deveria sequer ter começado, vejo na última edição do jornal "aQui", que o PSDB ficou livre de um lunático pseudo-religioso-oportunista que chegou ao limite de sua megalômana e infundada suposta "liderança política" ao supor que os desabamentos ocorridos em Barra Mansa se deram por vingança Divina ao fato da aprovação da mensagem do prefeito admitindo a união estável entre pessoas do mesmo sexo e a concessão de garantias financeiras para o cônjuge funcionário público. A "pensão gay", como ficou conhecida.
Sem querer entrar no mérito da questão, que é muito complexa e nem tão importante face as inúmeras prioridades que ficaram em segundo plano, vejam o que o jornal "aQui" extraiu das declarações de Jackson Emerick, o homem que foi sem nunca ter sido:
A indignação de Jackson é tanta que, para ele, Deus, desgostoso com as medidas ‘simpatizantes’ do prefeito Zé Renato, está se manifestando, fazendo cair sobre Barra Mansa toda a sua fúria. Conhecido na cidade por seu tradicionalismo religioso e pelas críticas ferrenhas às praticas homossexuais (uma de suas plataformas políticas enquanto candidato a deputado foi criticar a criminalização da homofobia, grifo nosso), Jackson Emerick disse ainda que o desabamento das casas no Ano Bom pode ser obra do Altíssimo. “Quem conhece a escritura sabe que Deus é misericordioso, mas sabe que é terrível em justiça. Tenho medo que a cidade pague por isso. É só lembrar da história de Nínive, Sodoma e Gomorra. Será que os prédios no chão, do nada, sem nem estar chovendo, não podem ser um aviso?”, polemizou.
Jackson foi além. No e-mail, ele critica a postura de Zé Renato e acredita que um espírito mal pode estar rondando Barra Mansa. “Nós, evangélicos e católicos, acreditamos piamente nas escrituras sagradas. Como um governante pode criar uma lei contrária às escrituras? Maldição pra cidade é no que acreditamos. Um mundo espiritual do mal conspirando contra toda uma localidade”, profetizou, comparando Barra Mansa com Nínive, uma das cidades que, segundo relatado no livro de Jonas, era uma região merecedora de destruição. “A Bíblia chega a dizer que o pecado de Nínive era tanto que fedia nas narinas de Deus, é só ler que verá o que aconteceu com essa comunidade. Parece loucura, mas não é... é a bíblia”, finalizou, em tom condenatório.
Por gentileza, tirem o nome de Deus dessa sujeirada ambiciosa e falsa em busca de votos e simpatizantes. Isso sim pode gerar um enorme castigo Divino. Não em doenças ou males carnais ou materiais, mas no dia em que tiverem que prestar contas com as suas próprias consciências carcomidas pelo desejo sem freio de poder a qualquer custo e dinheiro de inocentes e crédulos.
O PSDB na cidade pose ser muito desorganizado, concordo. O PSDB no estado pode ser arcaico e centralizador, concordo também. Mas o PSDB, a nível nacional, pelo que representou e representa na história contemporânea do País, não pode abrigar no seu seio uma mente doentia e nazisticamente preconceituosa que usa em vão, o Santo Nome do Senhor.
Enfim, quero esclarecer que o "espírito do mal" que ronda Barra Mansa, travestido com o apelido antônimo, sempre teve o apoio do Sr. Jackson Emerick, que agora, pelo que consta das suas transloucadas variações e delírios, não merece mais apoio em face de interesses pessoais opostos. Mas não se surpreendam se ano que vem, movidos por interesses maiores e determinações superiores, ele volte a organizar com os "arquitetos do mal", mais uma campanha difamatória e covarde contra os adversários da turma do "bem", tal como ele co-encabeçou com determinação no último pleito muncipal, daquela feita, contra Ademir Melo. Um reajuste generoso nas verbas da rádio 88 podem ajeitar tudo isso muito bem.
Ou seja, o que ele fala não se escreve. Ainda "bem".